A filha do louco – Megan Shepherd

02-26-2014

a filh do louco A filha do louco   Megan Shepherd

Simplesmente adoro quando um livro me tira o fôlego (quem não gosta?). Logo que bati o olho na capa (linda!) e na sinopse dessa obra eu sabia que ia gostar. Mas não imaginei que fosse AMAR, como aconteceu!

Esse é um dos novos lançamentos da Editora Novo Conceito, que apesar de ter causado rebuliço no exterior, não foi exatamente super divulgado aqui no Brasil, o que é uma pena.

Antes de mais nada, interessante salientar que a autora inspirou-se no livro de H. G. Wells, A Ilha do Dr. Moreau, para escrever essa história. Acho que a partir daí dispensa comentários, certo? Pelo menos para mim, a simples menção desse nome dá arrepios.

Mas vamos falar do que interessa: o enredo. A história é contada em primeira pessoa por Juliet, a tal da filha do louco.

Louco porque seu pai, o renomado cirurgião Dr. Moreau,  envolve-se em boatos dos mais nojentos e absurdos – o mais sutil deles sendo a prática de vivissecação… Após a descoberta de suas práticas mórbidas e a denúncia ao conselho médico, ele desaparece sem deixar rastros, largando Juliet e sua mãe à beira da pobreza. Com o pai dado como morto, Juliet tenta seguir sua vida destroçada pelo peso de ser filha de quem é.

Contando com a ajuda de um benfeitor, após a morte de sua mãe, ela consegue emprego na escola de medicina, como faxineira. Até que uma noite estranha, acontecimentos bizarros a levam a descobrir que seu pai pode enfim, estar vivo.

Na busca pelos indícios, ela encontra Montgomery, um antigo criado da família que também estava desaparecido há seis anos, e que a despeito da promessa que fizera ao pai dela, acaba revelando que ele ainda vive em uma ilha tropical.

Chocada com a descoberta, Juliet se coloca no encalço de Montgomery e seu fiel criado (ele transformara-se em patrão?) o esquisito Balthazar, rumo à ilha que abriga seu pai.

Mas qual seria o motivo da hesitação de Montgomery em levá-la com ele? Seria apenas o perigo da travessia de navio? Como seu pai sobrevivera tantos anos sem contato com a civilização? De onde vinha o desfigurado Balthazar?

Juliet mal sabe que está prestes a entrar em um mundo desconhecido, incapaz de satisfazer a curiosidade humana. Com a companhia de Montgomery, Balthazar e do náufrago Edward, eles partem em busca da família perdida. Mas será que essa é a melhor escolha?

O livro todo tem uma narrativa tão deliciosamente rica que não é possível largar a leitura. São mais de 400 páginas, mas que fluem tranquilamente ao encontro de um final… Perfeito!

Durante a trama ficamos imaginando mil desfechos a cada reviravolta (e olha que são muitas), mas absolutamente NADA vai nos preparar para o que leremos nas últimas páginas. Acreditem!!

Fiquei estupefata, olhando para o livro e pensando “não creio!”. Simples assim… A autora foi corajosa o suficiente para surpreender o leitor.

O mais empolgante é saber que esse é o primeiro livro de uma série, e como nos EUA já foi lançado o segundo, pelo menos em versão e-book, eu já tratei de adquirir o meu via Amazon e pretendo ler logo para deixar vocês ainda mais ansiosos!

E a Juliet… Bem, ela entrou no meu rol de queridinhas, porque mesmo naquele ambiente de final do século XIX, ela consegue ser inteligente, forte e ir contra os padrões sociais. Quer perfeição maior que isso?

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