A Menina Submersa – Caitlin R. Kiernan

30-03-2016

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Boa tarde, leitores!

Tenho que confessar mais uma vez para vocês que sou completamente apaixonada por qualquer livro da editora Darkside. Além deles publicarem meus gêneros favoritos, são muito caprichosos com cada um dos livros, tornando-os presença obrigatória na prateleira de todo amante de terror! Tudo bem que o preço não agrada muito, mas… quando consigo comprar, vale a pena.

A sinopse do livro A Menina Submersa me chamou a atenção. Uma mistura de conto de fadas com relacionamentos modernos, contados pela visão em primeira pessoa de uma menina-mulher, que sofre de esquizofrenia desorganizada.

Ele é tido como um livro de fantasia dark, e precisa ser lido com os olhos da alma (sim, ficou filosófico, mas é verdade!). Não é uma leitura leve, as indagações de Imp (India Morgan Phelps) podem transtornar um pouco o leitor.

E quem diria que uma história de fantasma poderia ter um tom tão macabro e, ao mesmo tempo, sexual e romântico?

a-menina-submersaVocês precisam saber que não foi tarefa fácil escrever essa resenha (isso tem se tornado usual, eu sei, mas leio cada coisa boa!), tamanhas as nuances e sutilezas que os pensamentos e divagações mais profundos de Imp se apresentam ao leitor.

Mas vamos tentar! Só que devo alertá-los: não importa o que eu vocês lerão aqui; só lendo o livro para entender a grandiosidade dessa história.

Imp está submersa em seu mundo particular, em seu romance com uma transsexual chamada Abalyn, às reviravoltas de sua vida como uma pessoa mentalmente doente. O livro nada mais é do que um lembrete a ela de tudo o que já viveu, suas memórias; a história gira em torno desse pano de fundo.

A narrativa muda de cenário e época o tempo todo, misturando o real com o imaginário, citando grandes obras de arte e livros, fazendo o leitor se chocar em muitas passagens.

O que mais me chamou a atenção foi a construção de alguns personagens que, apesar de ficcionais, parecem muito reais ao leitor (sim, eu fui pesquisar no Google), como os pintores Phillip George Saltonstall, com a tela A Menina Submersa, e Albert Perrault, com a obra Fecunda Ratis. Pesquisei muito porque eu tinha certeza de que eles existiam, mas não!

Na trama, Eva Cunning é o tal fantasma – ou seria um ser real? – que aparece o tempo todo na narrativa de Imp. Ela é a perturbação, aquela que tira o sono e acaba com as ilusões da protagonista. Em meio à sua loucura, Imp mistura a vida real com o que ela apenas imagina, trazendo à tona temas como o lesbianismo.

Ufa! Consegui escrever até aqui!

O livro ganhou o prêmio Bram Stoker, e foi muito bem avaliado por Neil Gaiman e Peter Straub, então vocês já percebem que ele promete!

Entretanto, não o leiam se estão em busca de alguma coisa mais leve. Realmente pode se tornar perturbador em muitos momentos, confuso até, por isso mencionei a leitura com olhos da alma; há que ter profundidade de entendimento para assimilar tudo.

Para quem gosta de experimentar novos sabores literários, aconselho a leitura. Ele foi muito diferente de tudo o que já li! Eu comprei a primeira edição, mas a capa luxuosa que foi lançada depois é maravilhosa!

Beijos e até a próxima.

Soraya Abuchaim
Siga-me!

Soraya Abuchaim

Mãe, leitora compulsiva, escritora e blogueira nas horas vagas. Apaixonada por terror e suspense, me interesso por qualquer coisa que tenha sangue, ou um drama bem denso. Stephen King é o meu ídolo.
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Comentários

  1. Mandy diz: 2016-06-15

    Todo mundo fala super bem desse livro e eu amo terror, preciso ler!
    Sem contar que é da Dark Side e tem uma edição maravilhosaa.
    Só de ler a resenha já fiquei meio perturbada então o livro deve ser realmente bom SHUAHSUHA
    Beijoos,
    Sétima Onda Literária

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